Junho 20, 2024
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Museu da Chapelaria expõe ‘design’ de festas da Vogue

O Museu da Chapelaria inaugura no sábado uma exposição da ‘designer’ Graciella Starling, que impôs o caráter luxuoso do chapéu na moda brasileira com peças marcantes criadas para desfiles de Carnaval e festas da revista Vogue.

Patente até 30 de junho nesse espaço cultural de São João da Madeira, no distrito de Aveiro, a mostra é a primeira realizada na Europa pela criadora que se formou em Alta Costura pela Escola de Moda de Londres e em Gestão do Luxo pelo Instituto Superior de Comércio de Paris.

“Esta ‘milliner’ é a responsável pela introdução do conceito de Alta Chapelaria no glossário de moda brasileiro”, afirmou a diretora do museu, Tânia Reis. “As suas criações são arrojadas, numa perfeita simbiose entre a tradição chapeleira e a vanguarda da moda, e combinam arte e elegância, deslumbrando quem usa os seus chapéus e inspirando quem os conhece”, acrescentou a mesma responsável.

O trabalho de Graciella Starling começou por ganhar relevo nos desfiles de Carnaval, onde se destacou com criações para artistas e celebridades como Ivete Sangalo, Paula Fernandes, Marina Ruy Barbosa e Cinthia Chagas.

No mesmo cenário de festa, os seus chapéus afirmaram-se ainda em eventos como o baile de fantasias da revista Vogue, que Tânia Reis diz ser “um dos mais prestigiados e glamorosos” eventos do Carnaval brasileiro.

“É a festa mais ‘fashionista’ e aguardada dessa época do ano, e o seu baile é internacionalmente conhecido pelos extravagantes trajes e chapéus, sendo conceituado no mundo da moda pela sua atmosfera animada e pelos seus looks surpreendentes e originais”, realçou.

Em paralelo a essas aparições, a obra de Graciella Starling consolidou a sua reputação também com presenças regulares na São Paulo Fashion Week, “que é o maior evento de moda no Brasil e o mais importante da América Latina”, e ainda em programas da TV Globo e em capas de revistas como a Elle, a L’Officiel, a Harper’s Bazaar e a Vogue Noivas.

Natural de Minas Gerais e com ascendência escocesa, a ‘designer’ admite que desde cedo revelou uma particular sensibilidade para a chapelaria e defende que a “originalidade e autenticidade” das suas peças foi potenciada pela forma como associou as suas raízes multiculturais à formação profissional internacional.

No Museu da Chapelaria, a ‘designer’ vai apresentar chapéus de seis coleções, entre as quais a relativa ao Carnaval, cujas peças revelam uma intenção de deslumbramento em materiais como plumas altas, macramé aramado e bases metálicas ao estilo candelabro.

Já a linha “Godness” evoca diferentes expressões mitológicas de celebração do feminino com recurso a elementos como renda árabe e bordados com cristais, enquanto os chapéus reunidos sob o tema “Valentes” partem de lendas e mangas orientais para refletir sobre as mulheres atuais, “guerreiras das suas próprias lutas”, em chapéus com formas marcantes forradas a veludo, abas largas e franjas de cristais.

A coleção “Big 5”, por sua vez, explora referências a África e à natureza, esculpindo com arames forrados as silhuetas realistas dos chamados cinco mamíferos mais cobiçados pelos caçadores: o leão, o elefante, o leopardo, o búfalo e o rinoceronte.

FONTE: LUSA

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