Junho 19, 2024
Portugal Internacional

Os candidatos portugueses às Eleições Europeias

As eleições europeias de 2024 terão lugar de quinta feira a domingo, de 6 a 9 de junho de 2024. Se é cidadão da UE, tem direito de voto nestas eleições, juntamente com 360 milhões de europeus. E o seu voto conta. Faz parte da Europa e do que esta representa, e o seu voto irá ajudar a moldar e a cultivar o nosso futuro comum.

Nos tempos que correm, a democracia pode parecer óbvia na União Europeia. Porém, nem sempre foi esse o caso. Não há muito tempo, milhões de europeus viviam tempos em que não podiam votar ou falar livremente.

A democracia é um bem precioso, que nos foi transmitido pelas gerações anteriores. Cabe-nos agora a nós preservá-la, reforçá-la e transmiti-la às futuras gerações. A forma mais eficaz de o fazer é votando – porque quanto mais pessoas votarem, mais forte a democracia se tornará.

De 6 a 9 de junho de 2024: Utilize o seu voto ou serão os outros a decidir por si.

O que decide o seu voto?

As eleições europeias realizam-se de cinco em cinco anos para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu, a única assembleia transnacional do mundo eleita por sufrágio direto. Estes representantes representam os seus interesses e podem definir a nova legislação da UE e decidir sobre ela. Votam igualmente novos acordos comerciais, examinam as instituições da UE e a forma como o dinheiro dos contribuintes é gasto.

Conheça agora um pouco melhor os candidatos às Eleições Europeias dos partidos portugueses com assento parlamentar.

Quem são os cabeças de lista às europeias: de Sebastião Bugalho a Francisco Paupério

Sebastião Bugalho (AD)

O jornalista e comentador político de 28 anos é o cabeça de lista da Aliança Democrática. Embora também já tenha sido candidato a deputado pelo CDS-PP, é como independente que integra as listas da coligação entre o PSD, o CDS e o PPM. Luís Montenegro descreveu-o como “um jovem, um jovem talentoso, que o país conhece, aqui e ali polémico, que afronta a posição, que estimula a confrontação democrática”. “É expressão daquilo que queremos: que vale a pena estar em Portugal e lutar por Portugal; que vale a pena ser agente de mudança”, acrescentou.

Marta Temido (PS)

A antiga ministra da Saúde e atual presidente da concelhia do PS-Lisboa é a número um da lista socialista. Quando deixou o Governo, em 2022, assumiu o cargo de deputada e voltou a concorrer a um lugar em São Bento nas últimas legislativas. Foi uma protagonista improvável no congresso do PS de 2021, altura em que se tornou militante do partido e em que surgiu como uma eventual futura candidata à liderança, em resposta às sondagens positivas. Marta Temido, de 50 anos, é licenciada em Direito, com especialização em administração hospitalar, um doutoramento em saúde internacional e uma tese dedicada à partilha de funções entre médicos e enfermeiros.

António Tânger Corrêa (Chega)

O vice-presidente do CHega, de 71anos, é diplomata de carreira e encabeça a lista para o Parlamento Europeu. A primeira vez que chefiou um posto diplomático foi em 1984, como cônsul-geral em Toronto. Nessa altura, a comunidade portuguesa na região pôs à sua disposição um veleiro de alta competição já usado que ficou destruído num acidente a caminho dos EUA. Mais tarde, a mesma comunidade organizou um peditório para lhe emprestar um segundo barco durante cinco anos. Esta é apenas uma das histórias polémicas que envolvem Tânger Corrêa, o embaixador que em 2009 recebeu um castigo inédito: 90 dias de suspensão.

João Cotrim de Figueiredo (IL)

A grande aposta da IL é João Cotrim de Figueiredo, o gestor e empresário de 62 anos que assumiu a liderança do partido em dezembro de 2019 e deixou o cargo em dezembro de 2023 por considerar que a Iniciativa Liberal precisava de uma atitude “mais combativa” e “popular”. Nas legislativas de 2022, Cotrim de Figueiredo celebrizou o lema “o liberalismo funciona e faz falta a Portugal”. Formou-se em Economia na London School os Economics e desempenhou, entre outras, as funções de diretor-geral da TVI e presidente do Turismo de Portugal.

Catarina Martins (BE)

A antiga líder do Bloco de Esquerda, que esteve no lugar entre 2012 e 2023 (primeiro numa liderança bicéfala com João Semedo), foi aprovada como cabeça de lista às europeias por “uma larguíssima maioria”, de acordo com Mariana Mortágua. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, mestre em Linguística e douroranda em Didática das Línguas, a ex-deputada foi também atriz. A primeira vez que foi eleita para a Assembleia da República foi em 2009, ainda como independente nas listas do Bloco. Em 2015, assinou, com o PS, as posições conjuntas que viabilizaram o governo da “geringonça”. Tem 50 anos.

João Oliveira (CDU)

O comunista natural de Évora foi durante 15 anos deputado eleito pelo PCP na Assembleia da República e chegou a ser líder parlamentar do partido e também tenor no grupo de canto do Parlamento. No rescaldo das eleições de 2022, quando o PCP perdeu uma boa parte da sua bancada e o Partido Ecologista Os Verdes ficou fora da AR, João Oliveira também falhou a sua eleição por Évora, mas foi elogiado pela sua “grande capacidade de diálogo, competência e capacidade de trabalho” o que fez com que o seu nome fizesse parte de uma lista de eventuais sucessores de Jerónimo de Sousa (o que não se confirmou). O advogado e dirigente do comité central tem 44 anos.

Francisco Paupério (Livre)

O cabeça de lista do Livre na corrida às eleições europeias é licenciado em Biologia, mestre em Biologia Computacional, está a concluir o doutoramento em Biologia Integrativa e Biomedicina no Instituto Gulbenkian de Ciência e tem 28 anos, tal como Sebastião Bugalho. Depois de já ter participado em reuniões da Juventude Socialista, aproximou-se do Livre em 2021 e é nesse partido que mais se revê, “por duas questões essenciais” – a ecologia e o europeísmo. É membro da Assembleia do Livre, relator do círculo temático Europa do partido e foi o número três, pelo Porto, na corrida às legislativas deste ano.

Pedro Fidalgo Marques (PAN)

Para tentar recuperar o lugar perdido no Parlamento Europeu quando Francisco Guerreiro se desfiliou do partido, tornando-se eurodeputado não inscrito, o PAN escolheu Pedro Fidalgo Marques. Ativista e empreendedor social, o cabeça de lista é membro da comissão política nacional do partido e entrou na lista de candidatos às legislativas na terceira posição, em Lisboa. “Com uma vasta experiência em ativismo comunitário e cultura, Pedro é uma voz inspiradora na procura por uma Europa mais justa, inclusiva e sustentável”, descreveu o partido nas suas redes sociais.

FONTE: PÚBLICO

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